terça-feira, 1 de setembro de 2009

Segundo dia em Paris: 3ª Parte – Montmartre


Do Pompidou pegamos um metrô até a estação Anvers, próxima à Basílica de Sacré-Couer, no bairro de Montmartre.
Esse bairro da cidade, segundo a definição da minha esposa, é "o Embu das Artes de Paris...só que com muito mais charme, claro". É uma ótima definição para o clima desse lugar, cheio de artistas de rua, retratistas e quinquilharias, em ruelas estreitas e praças abarrotadas de turistas.
Vale a pena conhecer esta região. A vista de Paris que se tem do belvedere (mirante) em frente à basílica, é muito bacana – não é imperdível, pois a cidade é muito horizontal, mas de qualquer forma renderá boas fotos (se o tempo estiver bom).
A arquitetura da Basílica de Sacré-Couer é mistura do românico e do bizantino (pelas suas arcadas e formato das cúpulas) e foi construída entre 1875 e 1914, (portanto tudo 'neo'). O interior do templo é imenso e a altura da cúpula é de perder o fôlego. Eu não subi, mas acabei de ver que é possível subir na cúpula, onde a vista de Paris deve ser ainda mais impressionante. A construção foi toda revestida de mármore travertino, daí o branco ofuscante da obra.





O passeio pelas ruas próximas à basílica é bem agradável, mas não deverá tomar muito do seu tempo. É o que aconteceu conosco: voltamos ao metrô e descemos na estação Maubert-Mutualité, próxima ao Panteão, ou 'Lê Panthéon'.

O Panteão está localizado em uma região repleta de instituições de ensino, principalmente a Universidade de Paris, conhecida como La Sorbonne. A construção, em estilo neoclássico, foi concluída em 1791. Minha esposa não quis entrar (estava exausta e preferiu descansar na escadaria), então fui sozinho, me sentido quase um playmobil diante da magnitude das dimensões do lugar (110 metros de comprimento!). Fiquei de queixo caído com os 85 metros de altura da cúpula. Impressionante. Impressionante também é a lista de personalidades ali enterrada na cripta: Alexandre Dumas, Voltaire e Vitor Hugo entre muitos outros.
Mortos quase ficamos nós, depois de tanto andar. Do Panteão passamos ainda pela igreja de St. Etienne-du-Mont, logo ao lado, com uma interessante tribuna, que separa a nave do altar-mor. Valeu a pena entrar.



Seguimos em direção às Arenas de Lutéce, no Quartier Latin, o seja, já nas proximidades do nosso albegue. Segundo aquilo que havíamos lido, tratava-se dos remanescentes de um anfiteatro romano. Não valeu a visita, talvez por estarmos exaustos e famintos, no fim daquele dia. Passamos em uma boulangerie e fomos embora. Somamos mais uns 2km às nossas pernas por conta dessa última 'voltinha'.

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