segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cahors

Passagem super rápida por Cahors, pequena cidade de 23.000 habitantes, cortada pelo rio Lot, na região de Midi-Pyrénees. Ficamos lá apenas 1h30hs, e foi o suficiente para nos encantarmos com a vista da Ponte Valentré, uma das mais famosas pontes da França.
Esta ponte foi construída entre 1308 e 1378 e possui 3 altas torres de vigia, e 7 arcos ogivais, sobre o rio Lot. Ainda na cidade vale visitar a Cathédrale St-Etienne, do século XII e a Maison de Roaldes.
Nós demos um giro rápido pelo centro, de carro, pois não conseguimos mais estacionar, depois de visitar a ponte. Seguimos viagem, rodando mais 110km até Montauban e mais 55km até Toulosse, onde prevíamos nossa parada para pernoitar.

sábado, 20 de março de 2010

9º dia – Sarlat – Carcassone / Parada em Saint Cirq Lapopie

SAINT CIRQ LAPOPIE
Rodamos mais 55km e chegamos à belíssima cidade de Saint Cirq Lapopie.
Saint Cirq é um vilarejo pequeno com casas debruçadas sobre um penhasco de 100 metros de altura, acima do rio Lot. Este lugar deveria continuar esquecido do mundo, e ficar congelado assim, como está. (ou estava, em 2004). Construções centenárias e muito bem preservadas, além de vistas fabulosas sobre o vale os esperam. É difícil chegar, mas a viagem nem de longe é um sacrifício. Fica a apenas 25 km de Cahors, podendo esta cidade ser seu ponto de partida para explorar essa região fantástica da França.



Ficamos apenas umas duas horas por lá e seguimos dirigindo para Cahors. A fome apertava e, se não fosse toda essa beleza, teria nos deixado de cara amarrada.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

9º dia – Sarlat-Carcassone / Parada em Rocamadour


Seguimos para Rocamadour, um lugar simplesmente fantástico, cheio de histórias e um passado de altos e baixos. Rocamadour fica a 535 km de Paris e a 67 km de Sarlat, onde havíamos passado nossa última noite.


Este vilarejo se desenvolveu numa encosta rochosa do vale Alzou, onde foi encontrado o corpo de Saint Amadour, em 1166. A descoberta desencadeou uma série de 126 milagres, anunciados pelo sino na Chapelle de Notre Dame.
Tais fatos levaram Rocamadour a tornar-se um dos centros de peregrinações mais visitados da Europa, pelo menos por 200 anos. O vilarejo atravessou os séculos sob a ameaça das Cruzadas, da Guerra dos 100 anos, da queda de uma grande rocha em 1476, da pilhagem dos Huguenotes em 1562, e chegou ao século XIX seriamente danificada e abandonada.
Um padre parisiense, supostamente curado por um milagre em Rocamadour, prometeu resgatar as peregrinações e reabilitar o santuário, formado por sete capelas e igrejas. Juntamente com o abade e arquiteto Jean Baptiste Chevalt, esse padre assumiu o extensivo trabalho de restauração iniciado em 1856 e que durou cerca de 16 anos.
Rocamadour ainda atrai milhares de visitantes e é a manifestação física da espiritualidade do homem, que não poderia ter criado e recriado algo tão grandioso, se não fosse movido unicamente pela paixão.

Na foto acima, repare na torre de vigia do castelo lá no alto. É possível subir lá e tirar fotografias incriveis e se divertir com a vertigem ao se debruçar para olhar os telhadinhos a 150 metros de altura.


Na foto acima, a Chapelle de Saint Anne e a Chapelle de Saint Blaise, que são apenas duas entre as 7 construções religiosas existentes neste pátio, o coração do vilarejo, onde foi encontrado o corpo do santo.

O Castelo no alto do penhasco foi construído no século XIX, incorporando as antigas muralhas do século XIV.

Ficamos lá apenas por algumas horas e seguimos viagem.

Veja belas fotos selecionadas na Internet:
Foto 1

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

9º Dia – Sarlat-Carcassone / Parada em Martel

Saímos de Sarlat logo cedo, e para nossa felicidade o céu estava impecavelmente azul. Naquele dia, nossa primeira parada foi à pequena vila de Martel, que não estava no roteiro, mas que foi impossível ignorar. Fundada no século X, a vila é famosa pelas suas sete torres medievais, remanescentes da antiga muralha que cercava a cidade. Estacionamos o carro e caminhamos aleatoriamente pelas estreitas vielas, estranhamente desertas àquela hora do dia.

Entramos na simpática igreja de Saint-Maur, edificada apartir do século XIV. Sua torre de 40 metros de altura foi completada somente no século XVII.

Começamos bem o dia. Na foto acima dá pra notar o quanto eu estava feliz?
Nesta página, os principais pontos turísticos da Martel (em francês).
E um blog com muitas fotos da vila. Inclusive esta panorâmica muito legal.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

8º Dia – Chegada em Sarlat

Sarlat-la-Caneda é uma das muitas cidades charmosas da região da França conhecida como Perigord Noir. Essa pequena cidade, que desenvolveu-se apartir do século IX, é até hoje um importante mercado regional, e suas especialidades são o fois gras e as trufas pretas. Eu nunca comi esses troços, mas o que nos atraiu a esta cidade foi o fato de estar extremamente bem preservada, com construções românicas, medievais e renascentistas espalhadas por vielas estreitas e encantadoras.
Chegamos em Sarlat à tarde, e fomos direto conhecer o centro histórico. Passear por aquelas ruas foi como voltar séculos no passado, porém a imaginação acabou indo até o futuro: inevitável pensar em passar alguns anos em um lugar assim, cheio de história e beleza. Não tenho antepassados franceses, mas tenho uma profunda admiração pela maneira como a história, a arte e a arquitetura foram conservadas neste país.

Visitamos a Cathédrale St Sacerdos, que começou a ser construída em 1505 e só foi finalizada 150 anos mais tarde. Seguimos até a Place de la Liberte, onde fica o prédio da prefeitura – um belo edifício do século XVII, com arcadas no térreo e uma singular torre com sino na cobertura. Esta praça abriga às quartas-feiras e aos sábados o famoso mercado ao ar livre da cidade, onde se podem encontrar todos os produtos típicos da região.

Continuamos caminhando aleatoriamente pelas ruelas, e em cada esquina que virávamos ficávamos admirados com o conjunto arquitetônico da cidade, todo em tom de pedra ocre. Atravessamos a Rue de la Republique, a única rua com passagem de veículos, e chegamos em uma viela que margeia um trecho ainda existente da antiga muralha medieval da cidade.


Enfim, pegamos o carro e fomos para o hotel próximo ao centro, que já estava reservado. Fizemos check-in e, mesmo exaustos (depois de 250km de estrada), conseguimos sair para ir jantar no centro histórico. Jantar romântico em uma cidade romântica e uma noite estrelada que nos indicava um dia seguinte ainda mais empolgante.
Visite o site oficial da cidade, onde há mapas e brochuras disponíveis para download.
Na página do wikipedia você poderá ver mais algumas fotos.
Nesta página, há mais fotos e dados interessantes.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

8º Dia – A caminho de Sarlat - Parada em Uzerche

Saímos de Poitiers com tempo feio, e logo começamos a pegar chuva na estrada. Eu acordei com dor de cabeça e então minha mulher teve que dirigir bastante aquele dia. Após rodarmos cerca de 120km, passamos por Limoges, mas não paramos. Muitos quilômetros depois, vimos ao longe os telhados cinzentos de uma cidadezinha medieval espalhados sobre uma colina, do lado esquerdo da estrada. Resolvemos dar uma pausa na viagem de carro e seguir em direção àquele vilarejo.
Uzerche é uma cidade minúscula com apenas 3.200 habitantes, e fica implantada em uma curva do rio Vézere. Suas construções antigas se empoleiram em uma colina, por onde ruas cada vez mais estreitas o levam ao topo, onde está erguida à milenar abadia românica de St-Pierre. Lá do alto, há um mirante de onde se vê todos aqueles telhadinhos de ardósia, acompanhando a curva do rio e a encosta da colina. E pensar que há milhares de cidadezinhas como essas espalhadas na França! É impressionante ver como são bem preservadas...Há inclusive um site que lista dezenas delas, com um nome bem sugestivo: Le Plus Beaux Villages de France. Vale a pena dar uma olhada.

Este é um postal que compramos lá...a foto dá uma boa idéia de como é o conjunto urbano da cidade. Pena que o tempo não estava assim, ensolarado.

Essa é a ponte Turgot, sobre o rio Vézere. Interessante o viaduto ferroviário passando sobre ela...

Uma das esquinas da cidade, onde se veem os casarões medievais de pedra e os telhados pontiagudos do château.

Essa parada foi muito legal – bom sair um pouco do roteiro original!
Veja mais fotos e informações aqui.

Seguimos para a parada final daquele dia: Sarlat.

domingo, 27 de dezembro de 2009

7º Dia – Poitiers

Apartir de Villandry seguimos viagem com destino a Poitiers. Nossa passagem por essa cidade tinha o objetivo de nos encontrarmos com uma amiga, que nos convidou para passarmos uma noite em sua casa. Enquanto esperávamos ela sair do trabalho, fomos andando aleatoriamente pelo centro da cidade e visitamos apenas 2 monumentos históricos: a Igreja de Notre-Dame-la-Grande (Place Charles de Gaulle, o coração histórico da cidade) e a Cathédrale St. Pierre, cuja fachada desproporcional escondia um interior tranqüilo e silencioso. Aliás, nós não presenciamos na cidade a agitação de universitários da qual o guia falava, apenas passamos por ruas sossegadas e quase vazias.
Após estabelecidos no apartamento dela, saímos para jantar e aproveitamos para conhecer um pouco mais a cidade. Interessante vivenciar um dia assim, como um morador, não tanto como um turista. Um morador que fica preso alguns minutos em um elevador velho e não faz check-out no dia seguinte.
A passagem em Poitiers foi estratégica em nosso rumo ao sul da França. No dia seguinte pegaríamos bastante chuva na estrada, mas conheceríamos a extremamente charmosa Uzerché.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

7º Dia – Vale do Loire – Villandry

Mais 10 quilômetros e chegamos ao Château de Villandry, famoso pelos seus jardins. O dia de repente ficou nublado e feio. Lembro-me de ter ficado chateado com isso, pois ficava imaginando as fotos que eu tiraria naquele lugar se houvesse um belo céu azul... Que besteira... Visitar um lugar e ver, com os próprios olhos, deveria ser o bastante não? E ficar chateado em viagens é perder um tempo impagável.

Mesmo assim, os verdes intensos, os rosas e os vermelhos dos jardins foram suficientes para boas fotos, e para me deixar de queixo caído.

O lugar é fantástico. Os 40.000 m2 de jardins são divididos em 3 partes: "Le Potager" (jardim da cozinha), é um mosaico composto por 9 grandes quadros, cada qual com seu intricado desenho. (foto acima)

São mais de 40 espécies de verduras e vegetais formando padrões de cores e texturas muito interessantes e criativos. No centro da cada um desses quadros há uma fonte e nos cruzamentos das alamedas que os separam há quatro caramanchões.

O "Jardin d'ornement" (jardim do ornamento) fica em um platô elevado e tem belíssimos arranjos cheios de simbolismo, podendo ser apreciados com clareza apartir dos terraços e da torre do château. Alguns desses arranjos representam o amor: são corações apaixonados em rosa, separados por chamas ardentes, partidos em confusão, e destruídos por lâminas em vermelho.



O "Jardin d'eau" (jardim da água), possui um lago de 3.000 m2 que abastece todo o complexo. Veja a foto abaixo.

Álias, todo esse complexo exige o trabalho ininterrupto de 13 jardineiros que cuidam dos 52 km lineares de canteiros e floreiras, desenhados pelo médico espanhol Joachim Carvallo, em 1906.

O château foi construído em estilo Renascença no século XVI. De uma antiga fortaleza medieval foram mantidas apenas as fundações e a torre de menagem, que hoje funciona como um mirante que proporciona vistas esplendidas dos jardins da propriedade.
Visite o site oficial do Château.
Aqui, você encontrará boas informações em português.
E aqui, uma foto aérea dos jardins e do castelo.
No próximo post, chegaremos à cidade de Poitiers.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

7º Dia – Vale do Loire – Tours

Continuando...

Partindo de Amboise, seguimos em direção à cidade de Tours, cidade de 142.000 habitantes e de grande importância na região. Nossa passada por lá foi muito rápida e, de monumentos históricos, conhecemos apenas a Catedral de St-Gatien, com sua fachada em estilo gótico flamboyant e torres de 87 metros de altura.
Dois fatos, nada gloriosos, que me fazem rir quando lembro de Tours: o primeiro foi a aventura em uma ultramoderna cabine de banheiro público, que ficava em frente à catedral. Sabe quando você se sente um idiota procurando botões e tentando entender o funcionamento das coisas? Era tudo automático, óbvio...Não precisava tocar em nada ali. Ainda bem que não tinha ninguém vendo as minhas trapalhadas.
A outra, também ridícula, foi quando fomos abastecer o carro. Demoramos a descobrir que diesel era gasóleo e qual das bombas era a correta.

Curiosidade: Tours foi intensamente danificada durante a Segunda Guerra, e sua recuperação foi levada a cargo durante os sucessivos mandatos de um prefeito chamado Jean Royer, que governou a cidade entre 1958 e 1996 - 38 anos!

domingo, 29 de novembro de 2009

De volta à Amboise

Ao voltar de Chenonceau, fomos dar uma volta no centro da charmosa cidade de Amboise. Nós não visitamos o Chateau de Amboise, mas deveríamos, pois este chateau também foi residência real e onde está a tumba de Leonardo da Vinci. Tudo bem... estávamos cansados e satisfeitos com tudo o que havíamos visto naquele dia.


Enfim, o dia havia acabado, com a expectativa de mais um dia no Vale do Loire, e a continuação da viagem rumo a Poitiers.